Seja bem vindo
Quero ser teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Sem tirar-te a liberdade.
Sem jamais te sufocar.
Sem falar quando for hora de calar, e sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente nem presente por demais, simplesmente, calmamente, ser-te paz...
É bonito ser amigo.
Mas, confesso, é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças!
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Sem tirar-te a liberdade.
Sem jamais te sufocar.
Sem falar quando for hora de calar, e sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente nem presente por demais, simplesmente, calmamente, ser-te paz...
É bonito ser amigo.
Mas, confesso, é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças!
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.
Amo muito
Tudo isso
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Maria Clara em homenagem a mamãe 2009
20 de maio de 2009 — Esta foi a homenagem que recebi no dia das mães, minha filha Maria Clara de 4 anos finalmente dançou...rss. Maria Clara Te Amo muito, bjs. Musica de Victor e Leo - tem que ser você.
a superação de um câncer aos 86 anos de idade
Sim, esta é a minha vó, quando desenganada por todos, ela nos da mais uma lição de vida, superação e amor.
Com 82 anos foi descoberto que minha vó tem câncer na cabeça, ela ficou muito doente, muito magrinha, não comia nada, e só ficava deitada, os médicos decidiram então fazer uma cirurgia, foi feito a pulsão desses tumores, mas não foram removidos, devido ao local onde estavam e a idade dela. O médico falou que se ela se recuperasse bem da cirurgia, que ela ia ficar boa por mais uns dois anos, mas que os tumores iam voltar.
Aos 85 anos de idade, os tumores cresceram rápido demais, e não paravam de crescer, dai os médicos decidiram fazer uma nova cirurgia, desta vez para a remoção do tumor, o máximo de remoção possível.
Nunca vi minha vó tão ruim, ela falava coisas sem sentido e esquecia de outras coisas recentes, muito ruim. Ela foi internada no hospital das clínicas e os médicos fizeram a cirurgia, mas não deram nenhuma chance de que ela ficaria boa, uma por causa da gravidade da doença e outra pela idade que tinha.
A cirurgia começou as 07horas da manhã e as 12:horas minha vó já estava de volto ao quarto da UTI pedindo comida porque estava com fome. E comeu. Vejam a foto.
Com 82 anos foi descoberto que minha vó tem câncer na cabeça, ela ficou muito doente, muito magrinha, não comia nada, e só ficava deitada, os médicos decidiram então fazer uma cirurgia, foi feito a pulsão desses tumores, mas não foram removidos, devido ao local onde estavam e a idade dela. O médico falou que se ela se recuperasse bem da cirurgia, que ela ia ficar boa por mais uns dois anos, mas que os tumores iam voltar.
Aos 85 anos de idade, os tumores cresceram rápido demais, e não paravam de crescer, dai os médicos decidiram fazer uma nova cirurgia, desta vez para a remoção do tumor, o máximo de remoção possível.
Nunca vi minha vó tão ruim, ela falava coisas sem sentido e esquecia de outras coisas recentes, muito ruim. Ela foi internada no hospital das clínicas e os médicos fizeram a cirurgia, mas não deram nenhuma chance de que ela ficaria boa, uma por causa da gravidade da doença e outra pela idade que tinha.
A cirurgia começou as 07horas da manhã e as 12:horas minha vó já estava de volto ao quarto da UTI pedindo comida porque estava com fome. E comeu. Vejam a foto.
Depois disso ela ficou boa, mas teve um período que ficou muito ruim, voltou a emagrecer, não comia, não andava, passou a usar fraldas geriatricas, não reconhecia ninguém, ficava irritada facilmente, e teve até pneumonia. Surpreendendo a todos novamente ela despertou, e como uma Fenix fez 86 anos e hoje esta ótima, conversa direitinho, já não depende mais das fraldas e se alimenta bem, o mais importante, lembra-se de tudo e de todos.
Quando meu irmão faleceu, ficamos com medo da reação dela, e mais uma vez foi surpreendente, ela chorou assim que soube, depois ficou um pouco quieta e rezou, "Pai nosso" e "Maria passa a minha frente", no velório estava confortando a todos, consolou minha mãe e minha cunhada. Vó você, sua força e sua fé são admiráveis.
Essa é minha vó, meu orgulho tem meu respeito e admiração.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Tributo ao Fábio - por Luciana
É assim que devemos lembrar dele... Sempre sorridente... Fabio é uma estrela, e toda estrela precisa brilhar lá no céu... E quando nossa luz for semelhante à dele, iremos todos nos encontrarmos novamente e assim formaremos uma linda constelação!!!
Nós te amamos!!!
Nós te amamos!!!
Luciana Sanches Sotto
sábado, 3 de abril de 2010
Fábio Gonçalves
Muitas vezes na vida a dor bate à nossa porta e tudo o que queremos, então, é que essa dor passe e tudo volte a ser como era antes. Mas isso não é possível. Assim, resta a nós seguir em frente. Ficar sentado chorando a dor que dói em nós e sentindo falta de uma situação que nós não queríamos que passasse só prolonga nossa dor.
Nesta vida, estamos dentro de um labirinto onde não temos a visão do todo para sabermos a melhor saída para uma situação. Cabe, então, confiarmos no direcionamento do nosso Pai Maior, para nos guiarmos pelo caminho da vida. Momentos esses em que nada mais nos restará senão nossa fé no Pai e a confiança que, se seguirmos seus desígnios, isso nos levará a algo melhor no futuro. Não sabemos pelo que temos que passar, nem quanta coisa boa nos espera lá na frente. Sabemos apenas que devemos evoluir sempre, pois somente com nossa ação é que conseguiremos sair desse labirinto, dessa dor; esse é o modo de trabalhar de nosso Pai. Ele quer nos ver em ação, nunca vai descer uma luz do céu, dissolver os labirintos de nossa existência e resolver todos os problemas por nós de modo miraculoso. É importante também desapegar-se do que já passou para abrirmos as portas para algo novo.
Estou num momento em minha vida que um ciclo se fechou e outro está se abrindo.
As dores que vivemos parecem terríveis, e são, mas lá na frente sempre há uma nova felicidade e sem o Pai para nos guiarmos jamais teremos condições de chegar nela.
Eu creio na evolução do homem e da alma, então estamos em processos de evolução, tantos nós que ficamos como a ele que partiu para uma nova jornada.
Obrigada Fabio, meu querido irmão. o cara que descobriu o segredo da vida, e viveu intensamente cada segundo... Tão amado e admirado. Estrela guia que nos conduziu nessa caminhada, e Luz que continuará iluminando nossos caminhos. Que Deus te receba de braços abertos, e acalme nossos corações que sofrem de tanta dor e saudades. Te amo de mais.
Tenha a certeza de que estaremos aqui cuidando da família maravilhosa que você construiu, da Claudia, Renato e Marcela.
Meu amor por você é eterno...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Minha vó uma história de vida...
Zuleide, uma mulher de coragem, força, luz, vida.
Sempre tive vontade de escrever sobre a vida de minha vó, talvez agora seja o melhor momento. Para isso peço ajuda de todos os leitores que já tiveram um contato direto ou indireto com minha vó. Fiquem a vontade para opinar, acrescentar ou arrumar alguma coisa escrita aqui. Assim com a ajuda de vocês vou conseguir eternizar as memórias de uma pessoa que admiro muito.
Uma pessoa que serviu não só a sua família como também a sua comunidade. Uma pessoa que não calou nem parou no tempo, ela brigou, lutou, superou todas as suas próprias forças e expectativas e conseguiu sozinha educar todos os seus 7 filhos.
Minha vó conheceu seu marido e se casou quando tinha 16 anos, ele um Italiano e ela Pernambucana descendente de índios e negros. Dessa misturinha nasceram os 7 filhos, eles viviam muito bem lá em Boa Viagem Recife PE.
Até que meu avô recebeu um convite para trabalhar no Rio de Janeiro, e ele que já estava desgostoso de uma sociedade, resolveu largar tudo e partir para uma aventura, levando sua esposa e seus filhos.
No caminho o ônibus quebrou e foi ele quem arrumou, assim ele recebeu uma nova proposta, ir para São Paulo. Corajoso como sempre, ele foi.
Chegando aqui, já com emprego certo, alugou uma casa, comprou um terreno, em menos de um ano ele fez um barracão no terreno para moradia até que a casa fosse construída, mas, nesse meio tempo descobriu que tinha um câncer, e com um ano aqui em São Paulo, faleceu.
Dai começa uma nova etapa na vida de minha vó.
Ela pediu ajuda para a família, mas a resposta não lhe agradou, pois não queria separar seus filhos e foram essas as suas palavras “onde comer um comem sete, mas ficar separados nunca".
Ela, que nunca tinha trabalhado na vida, em Pernambuco tinha de tudo até empregadas domestica, teve que arregaça as mangas e procurar emprego com sua filha mais velha de doze anos. Minha mãe que era a terceira filha mais velha ficou em casa para cuidar dos irmãos e da casa, ela tinha nove anos. Minha vó pôde contar muito com seus vizinhos Sr. Álvaro e sua esposa.
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Voltando um pouco para a morte de meu vô.....
Ele estava muito ruim no hospital, sofrendo, mas não morria, dai uma enfermeira que era freira chamou minha vó e disse que ele já devia ter morrido, mas só não morreu ainda porque não queria deixar minha vó e seus filhos. Dai então minha vó começou a trabalhar com ele, falar que ele podia descansar em paz, que aqui eles ficariam bem. Meu vô pediu um caderno, e escreveu para a minha vó e uma pagina para cada filho. Pena que minha vó enviou o caderno para a irmã dele ver, porque este nunca mais voltou, lamentável.
Mas ai depois de escrever o que queria, ele entregou o caderno para minha vó, e ela falou para ele descansar em paz, e só pediu para que ele de onde estivesse olhasse por ela, e ele disse que nunca iria abandoná-la, e morreu deixando sua esposa viúva com sete filhos o mais velho com doze anos e o mais novo um ano.
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Continuando...
Minha vó e minha tia conseguiram trabalhar juntas em uma fabrica de tapetes, um certo dia ao voltar do trabalho, foi à primeira vez que minha vó realmente clamou por meu vô, o trem em que elas estavam não agüentou subir e foi perdendo forças até começar a voltar e vinha outro trem logo atrás, eles iam se colidir, ou até mesmo antes da colisão o trem poderia descarrilar. As pessoas entraram em pânico, começaram as gritarias, correrias e alguns até se jogaram pelas janelas, minha vó, que é uma pessoa ilumida e cheia de fé, abraçou a minha tia, se ajoelhou rezou e pediu: - “Nazareno, você falou que eu deveria pedir por você quando precisasse, pois hoje, hoje eu preciso de você, nos ajude, faça esse trem parar porque senão eu não sei o que será dos nossos filhos que dependem de mim”.
E ai então o trem foi parando, parando, parando e finalmente parou, o que vinha atrás também conseguiu parar.
À noite deste mesmo dia, minha vó sonhou com meu vô se banhando em um lago e sorrindo para ela.
E assim foi, minha vó sempre trabalhando para sustentar seus filhos, depois de um tempo, minha Tia já em outro serviço tinha uma amiga que era espírita, e essa amiga, disse ter recebido um recado de meu vô, ele pedia para a minha vó ir até a empresa onde ele trabalhou antes de falecer.
Minha vó, como uma boa católica, não crendo em espiritismo, foi devido à insistência de minha tia.
Ao chegar lá, assim que entrou no escritório o Dono veio de encontro com ela já dizendo, que foi Deus que a enviou, pois a empresa estava indo a falência, e a escritura do imóvel estava lá com eles, e se a minha vó não tivesse aparecido ela teria perdido a casa, pois a escritura entraria no inventario da empresa. Minha vó retirou a escritura, e mais uma vez sonhou com meu vô em uma praça sorrindo para ela.
Minha vó era muito rígida, minha mãe conta que uma vez ela interferiu na conversa dela com uma vizinha, daí a minha vó deu-lhe uma bofetada que ela caiu e cortou o supercílio na calçada, levou três pontos e ainda uma bronca daquelas.... rsss.
Meu tio, um dos gêmeos, perdeu uma perna em um acidente de ônibus, minha vó não deixou ninguém ter dó dele, e exigiu que ele fosse trabalhar, certo dia ele chegou em casa com algumas laranjas, minha vó pegou ele as laranjas e foi na quitanda perguntar se ele tinha realmente ganho, após a confirmação do dono, minha vó devolveu as laranjas e disse que ele não precisava de esmolas e sim de um emprego, e ela só ia aceitar alguma coisa em casa se fosse comprado com o dinheiro de seu trabalho. Para muitos pode parecer ignorância, mas para meu tio foi a maior lição da vida dele, pois ele se tornou um pai de família admirável, trabalhador e honesto.
Eu lembro de uma vez, um dos meus tios, já casado, voltou pra casa de mala nas mãos porque tinha brigado com a esposa, minha vó não o deixou entrar em casa, fez ele voltar para a sua casa para ficar com sua esposa onde era seu lugar, já que tinha casado com ela. Ele obedeceu e estão muitos bem casados.
Sempre quando os seus filhos brigavam e falavam de separação, já ia ela conversar com o casal, dava maior lição de moral e todos sempre respeitaram.
Depois que os filhos cresceram e começaram a trabalhar, minha vó ficou em casa, mas sempre trabalhou tecendo tapetes vendeu avon, tapawer, yakult, nunca foi de ficar parada.
Além de seus filhos, ela criou também uma sobrinha, qual a considera como mãe e ela como filha. Foi criada sem nenhuma diferença alguma, como filha de verdade. Dessa sobrinha ela cuidou até o dia de seu casamento, e por ironia do destino, é essa sobrinha que esta cuidando dela nessa reta final. A consideração é tanta, que agente até esquece que ela é sobrinha, é como se fossem oito filhos.
Minha vó nunca aceitou cuidar dos filhos de seus filhos, ela sempre falou que “quem fez cuida” mas ela cuidou da minha prima, filha da filha mais velha, que ficou viuva e foi morar com minha vó. Cuidou, que a minha prima também a considera como mãe.
Sempre tive vontade de escrever sobre a vida de minha vó, talvez agora seja o melhor momento. Para isso peço ajuda de todos os leitores que já tiveram um contato direto ou indireto com minha vó. Fiquem a vontade para opinar, acrescentar ou arrumar alguma coisa escrita aqui. Assim com a ajuda de vocês vou conseguir eternizar as memórias de uma pessoa que admiro muito.
Uma pessoa que serviu não só a sua família como também a sua comunidade. Uma pessoa que não calou nem parou no tempo, ela brigou, lutou, superou todas as suas próprias forças e expectativas e conseguiu sozinha educar todos os seus 7 filhos.
Minha vó conheceu seu marido e se casou quando tinha 16 anos, ele um Italiano e ela Pernambucana descendente de índios e negros. Dessa misturinha nasceram os 7 filhos, eles viviam muito bem lá em Boa Viagem Recife PE.
Até que meu avô recebeu um convite para trabalhar no Rio de Janeiro, e ele que já estava desgostoso de uma sociedade, resolveu largar tudo e partir para uma aventura, levando sua esposa e seus filhos.
No caminho o ônibus quebrou e foi ele quem arrumou, assim ele recebeu uma nova proposta, ir para São Paulo. Corajoso como sempre, ele foi.
Chegando aqui, já com emprego certo, alugou uma casa, comprou um terreno, em menos de um ano ele fez um barracão no terreno para moradia até que a casa fosse construída, mas, nesse meio tempo descobriu que tinha um câncer, e com um ano aqui em São Paulo, faleceu.
Dai começa uma nova etapa na vida de minha vó.
Ela pediu ajuda para a família, mas a resposta não lhe agradou, pois não queria separar seus filhos e foram essas as suas palavras “onde comer um comem sete, mas ficar separados nunca".
Ela, que nunca tinha trabalhado na vida, em Pernambuco tinha de tudo até empregadas domestica, teve que arregaça as mangas e procurar emprego com sua filha mais velha de doze anos. Minha mãe que era a terceira filha mais velha ficou em casa para cuidar dos irmãos e da casa, ela tinha nove anos. Minha vó pôde contar muito com seus vizinhos Sr. Álvaro e sua esposa.
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Voltando um pouco para a morte de meu vô.....
Ele estava muito ruim no hospital, sofrendo, mas não morria, dai uma enfermeira que era freira chamou minha vó e disse que ele já devia ter morrido, mas só não morreu ainda porque não queria deixar minha vó e seus filhos. Dai então minha vó começou a trabalhar com ele, falar que ele podia descansar em paz, que aqui eles ficariam bem. Meu vô pediu um caderno, e escreveu para a minha vó e uma pagina para cada filho. Pena que minha vó enviou o caderno para a irmã dele ver, porque este nunca mais voltou, lamentável.
Mas ai depois de escrever o que queria, ele entregou o caderno para minha vó, e ela falou para ele descansar em paz, e só pediu para que ele de onde estivesse olhasse por ela, e ele disse que nunca iria abandoná-la, e morreu deixando sua esposa viúva com sete filhos o mais velho com doze anos e o mais novo um ano.
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Continuando...
Minha vó e minha tia conseguiram trabalhar juntas em uma fabrica de tapetes, um certo dia ao voltar do trabalho, foi à primeira vez que minha vó realmente clamou por meu vô, o trem em que elas estavam não agüentou subir e foi perdendo forças até começar a voltar e vinha outro trem logo atrás, eles iam se colidir, ou até mesmo antes da colisão o trem poderia descarrilar. As pessoas entraram em pânico, começaram as gritarias, correrias e alguns até se jogaram pelas janelas, minha vó, que é uma pessoa ilumida e cheia de fé, abraçou a minha tia, se ajoelhou rezou e pediu: - “Nazareno, você falou que eu deveria pedir por você quando precisasse, pois hoje, hoje eu preciso de você, nos ajude, faça esse trem parar porque senão eu não sei o que será dos nossos filhos que dependem de mim”.
E ai então o trem foi parando, parando, parando e finalmente parou, o que vinha atrás também conseguiu parar.
À noite deste mesmo dia, minha vó sonhou com meu vô se banhando em um lago e sorrindo para ela.
E assim foi, minha vó sempre trabalhando para sustentar seus filhos, depois de um tempo, minha Tia já em outro serviço tinha uma amiga que era espírita, e essa amiga, disse ter recebido um recado de meu vô, ele pedia para a minha vó ir até a empresa onde ele trabalhou antes de falecer.
Minha vó, como uma boa católica, não crendo em espiritismo, foi devido à insistência de minha tia.
Ao chegar lá, assim que entrou no escritório o Dono veio de encontro com ela já dizendo, que foi Deus que a enviou, pois a empresa estava indo a falência, e a escritura do imóvel estava lá com eles, e se a minha vó não tivesse aparecido ela teria perdido a casa, pois a escritura entraria no inventario da empresa. Minha vó retirou a escritura, e mais uma vez sonhou com meu vô em uma praça sorrindo para ela.
Minha vó era muito rígida, minha mãe conta que uma vez ela interferiu na conversa dela com uma vizinha, daí a minha vó deu-lhe uma bofetada que ela caiu e cortou o supercílio na calçada, levou três pontos e ainda uma bronca daquelas.... rsss.
Meu tio, um dos gêmeos, perdeu uma perna em um acidente de ônibus, minha vó não deixou ninguém ter dó dele, e exigiu que ele fosse trabalhar, certo dia ele chegou em casa com algumas laranjas, minha vó pegou ele as laranjas e foi na quitanda perguntar se ele tinha realmente ganho, após a confirmação do dono, minha vó devolveu as laranjas e disse que ele não precisava de esmolas e sim de um emprego, e ela só ia aceitar alguma coisa em casa se fosse comprado com o dinheiro de seu trabalho. Para muitos pode parecer ignorância, mas para meu tio foi a maior lição da vida dele, pois ele se tornou um pai de família admirável, trabalhador e honesto.
Eu lembro de uma vez, um dos meus tios, já casado, voltou pra casa de mala nas mãos porque tinha brigado com a esposa, minha vó não o deixou entrar em casa, fez ele voltar para a sua casa para ficar com sua esposa onde era seu lugar, já que tinha casado com ela. Ele obedeceu e estão muitos bem casados.
Sempre quando os seus filhos brigavam e falavam de separação, já ia ela conversar com o casal, dava maior lição de moral e todos sempre respeitaram.
Depois que os filhos cresceram e começaram a trabalhar, minha vó ficou em casa, mas sempre trabalhou tecendo tapetes vendeu avon, tapawer, yakult, nunca foi de ficar parada.
Além de seus filhos, ela criou também uma sobrinha, qual a considera como mãe e ela como filha. Foi criada sem nenhuma diferença alguma, como filha de verdade. Dessa sobrinha ela cuidou até o dia de seu casamento, e por ironia do destino, é essa sobrinha que esta cuidando dela nessa reta final. A consideração é tanta, que agente até esquece que ela é sobrinha, é como se fossem oito filhos.
Minha vó nunca aceitou cuidar dos filhos de seus filhos, ela sempre falou que “quem fez cuida” mas ela cuidou da minha prima, filha da filha mais velha, que ficou viuva e foi morar com minha vó. Cuidou, que a minha prima também a considera como mãe.
Nos anos 70, minha vó se uniu com algumas pessoas da comunidade e foi brigar por um posto de saúde no bairro. Foram muitas passeatas, reuniões e encontros. Ela ficou muito conhecida na época, não tinha medo de falar, nem de brigar, até mesmo com as autoridades. E ela juntos com os demais colegas, conseguiu fundar um posto de saúde no Jardim Nordeste, vejam uma matéria neste link http://www.movimentosaude.org/paginas.php?id=1 eu me lembro como se fosse hoje, no dia da inauguração, ela subiu no palanque e falou da luta, de como eles tinham conquistado aquele bem feito para a população do bairro. Eu lembro também do grito de guerra que se tornou tão popular, era assim: “O povo unido jamais será vencido”.
É muito gostoso lembrar dessa época, da uma saudade... são tantas lembranças...
Por isso peço para todos que lêem, e em algum momento tem uma lembrança, deixe registrado, ela merece ser eternizada hoje e sempre....
Continua....
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Cada louco com sua mania, ou fobia
Eu tenho fobia... Não suporto a idéia de me ver presa, fechada em um lugar com outras pessoas.. A sensação é uma coisa de louco... Parece que as pessoas respiram demais, eu posso ouvir a respiração delas, posso sentir, ai vai me dando pânico, começo a suar, a estremecer em seguido fico sem ar, às vezes minha pressão chega a ficar baixa. Não consigo conter as lagrimas que começam a sair. A maioria das pessoas não entende, o que mais escuto falar é que não passa de frescura minha. Sei que incomodo as pessoas, aonde chego tenho que abrir uma janela ou porta. Sabe como é né, muita gente adora ficar com tudo fechadinho... Um respirando o ar que o outro inspirou... É assim que funciona na minha cabeça, é como se o mesmo ar que eu joguei para dentro de mim, outro fará o mesmo e depois retorna para mim, e só de pensar nisso já começo a passar mal.... rssss
Sei que tudo não passa de uma loucura da minha imaginação, sei que eu posso ter o controle da situação, mas é difícil, às vezes eu tento, mas é um desespero só.
Sou assim desde pequena, lembro que meus irmãos tinham mania de segurar as minhas pernas só para me ver gritar... Mas a freqüência era pouca, depois de um acidente que eu tive, é que parece ter piorado, e hoje é direto e por qualquer coisa. Na gravidez tive medo de entrar em pânico, o meu médico sempre ficava atendo, mas correu tudo bem, quase tudo bem, eu tive apenas uma crise... rsss
Já estava no oitavo mês, logo depois de fazer o 3D, era um dia normal, conversávamos sobre o bebe e o ultra-som, quando meu marido disse: "que coisa né, como pode, ela fica toda apertadinha dentro de você" rsss não precisava falar mais nada, quando ele olhou pra traz eu já estava ofegante e chorando, eu queria que tirasse ela de dentro de mim naquele momento... Até que consegui me acalmar... E esperei o dia certo... rssss
Já fiz terapia, ajudou um pouco, mas eu parei de ir. Sei lá, tudo que é demorado eu não levo a diante, quero tudo pra ontem, se não tenho desisto, quando tenho já é passado e quero outra coisa. Então imagine eu em uma terapia, seções que levam a outras seções, e ai eu acabo desistindo, canso de ir.
É o mesmo que ir ao dentista, como o tratamento é demorado, eu sempre falo, dentista, dermatologista, esteticista, e outros istas..... poderiam ser iguais a um cirurgião. Aplica uma anestesia geral, agente dorme e acorda outro, melhor ou pior, mas já resolve tudo ali, em uma única vez. rrsssss
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Nosso bichinho de estimação é um Shih-Tzu
O Shih-Tzu é uma raça de cães originária da China. O nome vem de "cão leão", porque esta variedade de raça foi cruzada para se parecer com um leão em miniatura. São parentes muito próximos do Lhasa Apso.Os shih-tzu tem expectativa de vida de 15 anos.
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Acreditem, esse cãozinho trouxe mais alegria para a nossa vida.
No inicio eu não queria, minha casa é muito pequena, não me via dividindo espaço com um animal, mas ai ele foi me conquistando, eu nem pegava ele no colo, hoje ele dorme com agente.
No inicio eu não queria, minha casa é muito pequena, não me via dividindo espaço com um animal, mas ai ele foi me conquistando, eu nem pegava ele no colo, hoje ele dorme com agente.
Parece que entende tudo, sabe quando aprontou, e gosta de passear com a família.
O nome dele é Bolt, mas ele atende também por “nenenzinho”, apelido dado carinhosamente por minha filha.
Quando ela sai para ir a escola, ele fica deitado próximo da janela, e quando ela volta é só festa.
Esse cachorrinho eu recomendo, ótimo para casais recém casados, para crianças pequenas, para idosos e principalmente para quem tem medo de cachorro ou não gosta de animais. Tenho certeza que depois de ter um desse você vai mudar de opinião, como eu mudei. Veja abaixo mais detalhes da raça.
Temperamento
São extremamente dóceis e adoram ficar por perto daqueles que fazem carinho neles. São indicados para áreas de convivência em apartamentos ou áreas similares. São bastante educados com relação à suas necessidades fisiológicas, considerando-se que devem ser treinados quanto ao local adequado para isso. Alguns comportamentos observados: Nunca dormem no mesmo local onde fazem suas necessidades, adoram beber água, adoram pisos frios (devido a sua pelagem e origem) e adoram ficar deitados perto do dono ou de alguém que gostam muito. Diferente de outras raças, o Shih Tzu pode ficar sozinho numa boa, pois não late em excesso nem destrói a casa.No cotidiano é um cãozinho muito esperto e que presta atenção em tudo ao seu redor, aprendendo rápido as coisas. É preciso cuidado pra não se deixar enganar pela carinha deles, é com ela que os Shih Tzus conseguem dominar seus donos, fazendo com que estes atendam a todas as suas vontades, saber dizer não e ser firme é necessário.
Menos ativos e agitados que outros cãezinhos do mesmo porte, os Shih Tzus são ideais para aqueles que gostam de ficar acariciando seu animal, haja vista que estes adoram um colo e não ficam se debatendo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Mulheres da terceira idade que vive a vida!!!
Maturidade ativa é uma nova forma de ver a vida com a consciência de que é hora de reservar um tempo para pensar em você, para viver de forma plena, ativa, saudável e independente.
Existem diversos tipos de atividades, voltadas à cultura, ao lazer e à saúde, que ajudam a desenvolver e exercitar conhecimentos e habilidades foque no que mais interessa a você.
E é no esporte que vou focar, é onde você transforma esta consciência em atitudes positivas.
Praticar uma atividade esportiva depois do 50 anos é enriquecedor, e há que se dizer também motivador.
O vôlei é uma das modalidades esportivas mais praticadas na terceira idade. A competitividade e a integração entre as pessoas ajudam a todos aumentar seu interesse pela vida.
Por oferecer a prática o contato pessoal direto, isto é a inexistência de confrontos corporais contribui para que a modalidade não apresente riscos eminentes de contusão em sua prática.
É com muito orgulho que vou falar da minha mãe que é integrante de uma equipe de vôlei da terceira idade. Equipe de grande sucesso, tanto no aspecto de pessoas que praticam, quando nas questões psicológicas das pessoas diretamente envolvidas.
Não é só a pratica do esporte, tem os campeonatos, entre clubes, municipais, estaduais e nacionais... É isso ai, elas viajam e competem mesmo.
E a equipe sempre está presente, sejam em treinos, torneios, confraternizações, entre elas ou até mesmo juntando as famílias e ai é só diversão e alegrias.
Para quem pensa que existem dificuldades por causa da idade, convido vocês a assistirem um jogo. Não deixam a desejar, dão show, vibram, gritam, caras e caretas, mas no final a festa é uma só, seja ganhando ou perdendo. Afinal, elas só ganham, perder seria se deixassem à vida passar sentada em uma confortável poltrona assistindo a novelas da tv.
A essas mulheres eu tiro o chapéu. Parabéns pela fibra, determinação, disposição, coragem, alegria de viver e viver de bem com a vida.
Mãe, de você eu tenho muito orgulho, você é um exemplo de vida a seguir.
Existem diversos tipos de atividades, voltadas à cultura, ao lazer e à saúde, que ajudam a desenvolver e exercitar conhecimentos e habilidades foque no que mais interessa a você.
E é no esporte que vou focar, é onde você transforma esta consciência em atitudes positivas.
Praticar uma atividade esportiva depois do 50 anos é enriquecedor, e há que se dizer também motivador.
O vôlei é uma das modalidades esportivas mais praticadas na terceira idade. A competitividade e a integração entre as pessoas ajudam a todos aumentar seu interesse pela vida.
Por oferecer a prática o contato pessoal direto, isto é a inexistência de confrontos corporais contribui para que a modalidade não apresente riscos eminentes de contusão em sua prática.
É com muito orgulho que vou falar da minha mãe que é integrante de uma equipe de vôlei da terceira idade. Equipe de grande sucesso, tanto no aspecto de pessoas que praticam, quando nas questões psicológicas das pessoas diretamente envolvidas.
Não é só a pratica do esporte, tem os campeonatos, entre clubes, municipais, estaduais e nacionais... É isso ai, elas viajam e competem mesmo.
E a equipe sempre está presente, sejam em treinos, torneios, confraternizações, entre elas ou até mesmo juntando as famílias e ai é só diversão e alegrias.
Para quem pensa que existem dificuldades por causa da idade, convido vocês a assistirem um jogo. Não deixam a desejar, dão show, vibram, gritam, caras e caretas, mas no final a festa é uma só, seja ganhando ou perdendo. Afinal, elas só ganham, perder seria se deixassem à vida passar sentada em uma confortável poltrona assistindo a novelas da tv.
A essas mulheres eu tiro o chapéu. Parabéns pela fibra, determinação, disposição, coragem, alegria de viver e viver de bem com a vida.
Mãe, de você eu tenho muito orgulho, você é um exemplo de vida a seguir.
(prometo depois postar uma foto da equipe.)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Viver a Vida
Eu já perdoei erros imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amada,
mas também fui rejeitada,
fui amada e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...
e você também não deveria passar!
Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a viva e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
por que o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante.
tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amada,
mas também fui rejeitada,
fui amada e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida...
e você também não deveria passar!
Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a viva e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
por que o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante.
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